Mostrar mensagens com a etiqueta Aveiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aveiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Infelizmente, há mais dias assim...

Inundações consequentes da primeira precipitação intensa em período pós-estival, intervenções públicas mal executadas e delapidação de património...é este o conjunto de cenários noticiados num só dia. E para todos eles há uma responsabilização a apontar à classe política executiva.
No primeiro caso, tanto a desculpa de ser um problema recorrente em várias cidades como a de ser um problema cujos factores naturais são incontroláveis não são toleráveis...este é um problema fruto da acção antrópica, e a recorrência histórica destas inundações em pontos críticos é a demonstração do puro laxismo da classe política executiva em tomar medidas para uma efectiva mitigação do factor de risco de inundações, continuando a persistir a casmurra estratégia do desenrasque perante a crise. E há de facto várias medidas de mitigação a inundações que podiam ser executadas...
No segundo caso, a pura incompetência no planeamento e execução de intervenções públicas é gritante, enquanto no terceiro a ausência de diálogo e colaboração inter-institucional aliado à forte negligência é de lamentar...
Todas estas consequências, com prejuízo claro para o quotidiano dos munícipes e para a sua qualidade de vida, são a verdadeira cara do que está mal ao nível da administração local e principalmente dos seus orgãos executivos, que se exigem competentes, empenhados, empreendedores e inovadores, mas se revelam muitas vezes gestores apenas das suas ambições pessoais e carreiras políticas, em detrimento do que deveria SIM ser a sobreelevação e honra de poder estar num cargo onde não se podem descurar as obrigações e responsabilidades inerentes a um cargo de representatividade.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Empresas e promoção regional (II), Sons em Trânsito

No seguimento do que aqui escrevi ontem sob o mesmo título, hoje tive a oportunidade, ainda em Bolonha, de ver um exemplo prático do que sugeri.
A Associação Turca de Indústra Cerâmica ofereceu à cidade de Bolonha dois concertos, na praça principal da cidade, do músico Mercan Dede.
O espectáculo foi apresentado pela Vereadora da Cultura de Bolonha que referiu que eventos deste tipo são os que melhor permitem aproximar cidades e culturas diferentes.
Ao ver o espectáculo, tive saudades do Sons em Trânsito.
Era um evento que trazia a Aveiro, através da música, a cultura das mais variadas proveniências. E com espectáculos fantásticos que ficaram na memória de quem os pode apreciar.
No ano passado, o evento foi anulado por falta de apoios financeiros. O Diário de Aveiro dava a notícia e avançava a possibilidade de, em 2009, o SET voltar integrado nas festas dos 250 da Cidade de Aveiro.
Parece, pelo que se pode ver quer na programação dos 250 anos, quer na do Teatro Aveirense, que também não haverá SET em 2009.
É pena que se percam hábitos que já estavam enraizados na programação cultural aveirense. Concordo que a situação financeira que se atravessa não deve deixar margem para grandes festivais mas, será que dentro da programação do TA não se consegue arranjar espaço para uma versão reduzida do SET - um fim-de-semana, por exemplo - para que, quando passar a crise, se possa voltar sem problemas ao formato anterior?
Fica a sugestão e a esperança de podermos voltar a ter, em breve, o SET em Aveiro e também um exemplo daquilo a que puder assistir esta noite.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aveiro, Cidade Devoluta?

Antes de mais, gostaria de agradecer ao Carlos a oportunidade, de partilhar os meus ideais e ilusões que tenho para Aveiro.
Neste primeiro post, vou referir-me ao que penso que seja um dos maiores problemas da cidade de Aveiro, a desertificação da zona da Avenida e Beira-Mar. Durante o dia todos conhecemos a movimentação na Avenida Dr. Lourenço Peixinho e no Bairro da Beira-Mar, porém se olharmos com atenção para os edifícios e habitações, podemos verificar que grande parte destes está desabitada e à venda. Grande parte destes imóveis está a degradar-se a cada dia que passa, qual será a melhor forma de acabar com esta praga?
Sei que este problema é mais complexo do que como o estou a pintar, porém de uma forma simplista penso que a solução passa pelo agravamento do IMI, nos imóveis em que se saiba que os proprietários detenham possibilidades de o restaurar. Outra solução possível seria a criação de um incentivo especial para o arrendamento jovem nestes imóveis.

Aveiro, a cidade da tecnologia (II)

Há alguns anos, Porter fez um estudo interessante para avaliar as potencialidades da economia portuguesa. Entre outra coisas, concluiu que a melhor forma de ultrapassar a localização geográfica periférica e a falta de economias de escala, a solução devia passar pela criação de clusters.

Mesmo admitindo algumas falhas nesse estudo, não posso deixar de pensar que Aveiro como polo de uma região e com uma Universidade com valências e potencialidades infraestruturais e humanas de inegável qualidade, não consiga maximizar esta vantagem comparativa.

Qualquer política local que não passe pela estreita ligação com a Universidade de Aveiro, é uma política que está a esquecer um dos maiores potenciais de crescimento da Cidade e é, portanto, uma política ineficiente e incompetente. A ligação da Cidade com a Universidade tem que obrigatoriamente passar por criação de sinergias importantes entre as entidades, que potenciem a criação e atracção de investimentos importantes na área onde a Universidade de Aveiro é mais forte. Lembro-me, logo à partida, da área da tecnologia, da mecanica industrial e do design. Todos sectores onde Portugal é francamente deficitário e sectores de enorme criação de mais valias e valor acrescentado.

Empresas e promoção regional

Encontro-me neste momento em Bolonha, onde decorre a Cersaie, uma das principais feiras mundiais do sector da cerâmica para a construção e da decoração de casas de banho.
No catálogo da feira podem encontrar-se 14 expositores com origem em Portugal, havendo mais um, representado através da sua sucursal italiana, que para todos os efeitos considero com sendo português.
Destas 15 empresas, 5 têm a sua sede no concelho de Aveiro (Aleluia, Kerion, Love Ceramic Tiles, Oliveira & Irmão, Sanindusa), outras 9 no distrito (Cinca, Dominó, Goldcer, Gresart, Margrés, Pavigrés, Recer, Revigrés e Topcer) e apenas 1 em Coimbra.
Aveiro e o seu distrito são efectivamente a capital portuguesa da indústria cerâmica para a construção, cujas empresas estão presentes nas maiores feiras a nível internacional, exportam para todo o mundo e têm clientes das mais variadas origens.
Será que não há aqui um potencial para promoção de Aveiro (cidade e região) como destino turístico?
Será que em conjugação com as Câmaras Municipais e a Comunidade Inter-Regional de Aveiro, estas empresas não poderão ajudar à divulgação de Aveiro, para além da divulgação que fazem dos seus produtos?
Fica aqui este registo do potencial económico de um sector económico importante para o nosso concelho e região e estas duas questões que devem ser equacionadas por quem de direito.